Ceará tem 9 candidaturas trans; 6 utilizam nomes sociais nas urnas

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Foto: Elineudo Meira / Mídia NINJA
Por Lucas Memória

Na primeira eleição municipal após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizar, em 2018, que candidatas e candidatos transgêneros aparecessem nas urnas com o nome social, 6 postulantes às câmaras municipais de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Nova Russas, Redenção, Reiriutaba e Ubajara. Ao todo, 9 pessoas trans disputam cargos eletivos no Estado.

De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), com o crescimento de assassinatos e outras violências contra as pessoas trans em todo o país, houve uma necessidade de “adentrar esse mundo e muito disso se deve às recentes conquistas que temos alcançado, fruto da organização e luta dos movimentos sociais”. Conforme o relatório, 91% das candidatas e candidatos informou já ter sido vítima de alguma discriminação em razão da identidade.

Além dos municípios com candidatas que solicitaram o uso de nome social, Guaiúba e Maracanaú também contam com postulantes que buscam vaga na Câmara Municipal. No Ceará, PMN, Solidariedade, PSD, PSDB, PT, PDT, PSL, PCdoB e MDB abrigam as candidaturas das mulheres trans.

Foto: Elineudo Meira / Mídia NINJA

Em todo o país, foram mapeadas 281 candidaturas, apenas três para prefeitura e vice-prefeitura, respectivamente. Houve um salto de 209% em relação a 2016 quando foram registradas 89 candidaturas e 8 pessoas eleitas. A região Nordeste tem a 2ª maior fatia de candidatas e candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bahia (23), Pernambuco (12), Rio Grande do Norte (11) e Ceará (9), são os estados com maior quantidade de representantes.

Yara Canta, da Associação de Travestis e Transexuais do Ceará (Atrac), comemora o crescimento de candidaturas e afirma que a introdução na política traz uma sensação de esperança. “É extremamente necessário a nossa ocupação nesses espaços de poder. Sobretudo na política, onde se cria leis, onde se pode pensar políticas públicas efetivas para pessoas trans”. Para a ativista, a regulamentação do TSE foi um dos fatores que favoreceu a participação no campo político eleitoral. “Com certeza a tendência é cada vez aumentar e termos mais representatividade. Não só candidatas, mas pessoas trans eleitas. E sobretudo pessoas trans eleitas que tenham compromisso com nossas pautas”, finaliza.

 

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